Fim da farra dos Golpistas? Nova regra do Pix permite rastrear e bloquear dinheiro “em cadeia” a partir de Janeiro

O pesadelo de ouvir “o dinheiro já foi sacado” está com os dias contados. Entenda como funciona o novo Bloqueio Cautelar em Cascata e o que você deve fazer nos primeiros 10 minutos após um golpe.

Se existe uma frase que causou arrepios nos brasileiros nos últimos anos, foi: “Faz um Pix”. A facilidade do pagamento instantâneo trouxe junto a praga das fraudes e sequestros relâmpago.

O grande trunfo das quadrilhas sempre foi a velocidade. Eles pegam o seu dinheiro, jogam na conta de um “Laranja A”, que transfere para o “Laranja B”, que divide para o “Laranja C”. Tudo isso em menos de 2 minutos. Quando você ligava para o banco, o dinheiro já tinha virado fumaça.

Mas a atualização de segurança de 2026 do Banco Central promete equilibrar essa guerra.

O Que Mudou: O “Rastreador em Cascata”

O MED (Mecanismo Especial de Devolução) já existia, mas era limitado. Ele bloqueava apenas a primeira conta que recebia o dinheiro. Se o bandido fosse rápido (e eles são), o bloqueio falhava.

Agora, com a integração dos sistemas antifraude de todos os bancos, o rastreio acontece em camadas. Se o sistema identifica que o Pix foi fraude, ele marca aquele dinheiro como “dinheiro sujo”. Mesmo que ele seja transferido para outra conta, o sistema antifraude do próximo banco recebe o alerta e pode congelar o valor automaticamente, criando um efeito dominó de bloqueios.

O Manual de Reação Rápida (O que você precisa fazer)

A tecnologia melhorou, mas ela depende da sua velocidade. O “Rastreador” só é ativado se houver uma denúncia.

Se você fez um Pix para um golpista (compra falsa, golpe do familiar, falsa central), siga este roteiro sagrado:

Minuto 0 a 10: Acione o Banco (Não a Polícia) Esqueça a polícia agora. Ligue para o seu banco ou abra o chat do aplicativo IMEDIATAMENTE. Use a palavra-chave: “Quero acionar o MED por fraude no Pix”. Não diga apenas “fui roubado”. Diga que quer registrar uma Infração de Pix. Isso dispara o alerta no sistema do Banco Central para o banco do golpista.

Minuto 10 a 60: O Boletim de Ocorrência Agora sim, faça o B.O. (pode ser online). O banco vai pedir esse número para formalizar a análise.

O Pulo do Gato: Anote o ID da Transação (aquele código gigante de letras e números que aparece no comprovante do Pix). É o “DNA” da transferência que o banco usa para rastrear.

Funciona sempre?

Sejamos honestos: Não existe mágica. Se o bandido sacar o dinheiro em espécie no caixa eletrônico, o rastro digital acaba. Porém, com a nova regra, a chance de recuperar o valor — que antes era quase zero — subiu drasticamente, pois ficou muito mais difícil para a quadrilha movimentar grandes quantias sem ser detectada pelos algoritmos.

Conclusão: O Pix é seguro, o problema é a engenharia social. Desconfie sempre. Mas se acontecer, não chore: aja rápido. O novo sistema está do seu lado.

Fonte: Internet/Exponencial/IA

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